Tudo começou às 23:15h, do dia 27 de junho de 1957, na cidade de Rio Grande, estado do Rio Grande do Sul, Brasil, num pampa pertinho do mar, quando e onde nasci aos trancos e barrancos, com o cordão umbilical já envolto no pescoço por três voltas, como se gravata fosse. Registrado com a alcunha de Renato Arcanjo Votto de Oliveira (Renato do meu irmão e padrinho Edison Renato e Arcanjo do meu pai Ivan Archanjo, aliás, meu nome durante toda a gestação, conforme desejo da Dona Rosa, minha mãe, era Marco Antonio – coisas do destino). Vivi nessa cidade portuária, onde os habitantes são conhecidos como “pap’areia”, com minha família até os cinco anos, quando partimos para desbravar a cidade de Porto Alegre, capital gaúcha das oportunidades.

Em Porto Alegre, conhecida como “Cidade Sorriso”, aprendi a duras penas boa parte do que penso saber e creio ser hoje. Percorri do Catolicismo Apostólico e Ortodoxo Romano, passando pelo Espiritismo Kardecista, até o que chamo de Espiritualismo Junguiano. Andei pelos caminhos do articulador político, fundador e dirigente partidário, dirigente associativo, síndico, delegado sindical até  dirigente de Centro Espírita Kardecista e  desarticulador de tons e notas musicais. Fui um adolescente que com treze anos vendeu seu violão para comprar um relógio e trabalhar como "Office Boy" de terno e gravata, sapato social e tudo mais, que se transformou em "Barnabé" bem sucedido de Empresa Pública, que aos trinta e seis anos chutou o balde, abandonou carreira promissora, vendeu todos os relógios, jogou fora todos os sapatos pretos e comprou um violão novamente, resgatando edumentária menos teatral, constituida pelo  o tênis, jeans folgado, camiseta e blazer. – Foi um longo estagio probatório".

Rompi o cordão umbilical com a cidade, estado, cultura, pessoas, mulher, namorada, a moral de cueca e etc, e por livre e espontânea vontade, ato isolado de amor próprio (com auto ajuda  mais o providencial  auxílio de um excelente Psiquiatra/Analista), resolvi buscar a realização dos meus sonhos infantis e juvenis que tenho certeza hoje, são os mais verdadeiros, e ato continuo, parti para a Cidade Maravilhosa de São Sebastião do Rio de Janeiro, para experimentar minha quase "segunda vida" nessa existência, ou talvez, resgate da própria. E nessa terra de Anjos, Arcanjos e de Baco também, onde se plantando tudo dá, estou enrraizado de tal forma ("por enquanto") que pretendo realizar por aqui meu rito de passagem, com as minhas cinzas jogadas "contra o vento" nas marolas da praia de Copacabana, em noite de lua cheia e céu de brigadeiro, ao som de algumas pérolas como nosso verdadeiro Hino Nacional (Aquarela do Brasil) cantado em ritmo de chorinho, Hino da Portela (Foi um rio que passou em minha vida), Lamento (instrumrntal, por favor!), Carinhoso (para todos cantarem), Samba do avião, Eu sei que vou te amar, Diga lá do Gonzaguinha e coisas assim, e para universalisar o rito, alguma coisa do Gênesis, Phil Collins, Peter Gabriel, Cold Play, Public Enemy, Chamillionari, NAS, Notorious BIG, Dr Dree (HIP HOP de "Raiz") para esquentar e dançar – “obrigado.... bem antecipadamente”. Aliás, era o que eu pensava há alguns anos atrás ...... já mudou tudo de novo !!!!! Nada melhor que romper com nossas próprias convicções e credos !!!!!

 

 

CRIAÇÃO

 

 

CONSTRUÇÃO   E   DESCONSTRUÇÃO   DO   SER !!!!

Após o nascimento do meu substituto eventual (meu rebento) Erê Arcanjo em 2001, mudamos para a praia de Camboinhas, quase a beira mar, cidade de Niterói (quase um bairro do Rio – perdoem-me os mais bairristas da terra de Araribóia), a algumas braçadas (largas é claro) da cidade Maravilhosa, com visada direta da praia de Copacabana, locais com os quais me identifiquei desde o primeiro contato, de tal forma, que a impressão que sempre tive é de que quando aqui cheguei (Rio-Niterói, Niterói-Rio), estava voltando para casa, e ainda, ao convívio dos meus próximos. Costumo dizer que Copacabana e o que ela representa com seu exercício de democracia cotidiano sem similar, com sua organização anárquica, sua permanente auto-formatação, sua vocação miscigenatória, seu bairrismo por um lado e universalismo por outro despertou em mim o desejo de experimentar o Rio. E Camboinhas com suas águas nervosas e límpidas, sua geografia quase perfeita e sua tranqüilidade acolhedora me ensejaram a vontade de fixar ancora, quase que naufragando (tal qual o navio que aqui afundou, dando nome ao lugar - Navio Camboinhas) nas terras/águas de Niterói - habitat de índios guerreiros e resistentes ao domínio externo.

 

Por outro lado, minha inquietude, me levou a buscar novas paragens (como se diz no Rio Grande), e num pequeno e breve ajuste de rumo na bússula da vida, estou hoje, junto com minha maravilhosa família, morando onde??? ..... onde???? ..... em Weston, Flórida USA. Desde o início de 2018 estamos avaliando moradia em outro país. Visitamos culturas próximas como Portugal, Espanha e Itália, e decidimos agora, recentemente, fixar âncora momentânea em terras do Tio Sam ..... Por quê?? Por quê?? Por quê???? Nem eu sei bem ........... mas se listarmos racionalmente a relação dos aspectos positivos x negativos de morar no Rio de Janeio (Rio-Niteroi-Camboinhas), e fazer o mesmo exercício de morar na Flórida (Miami-Weston-Fort Lauderdale) ....... o resultado dá em torno de 10 a 1 a favor das terras do Tio Sam !!!! Nós merecemos morar e viver em um ambiente de respeito !!!! A palavra é “RESPEITO” em todas as instancias onde couber essa breve e singela palavra ..... respeito as pessoas, respeito ao direito de ir e vir, respeito aos contribuintes, respeito aos velhos e crianças, respeito ao consumidor, respeito aos eleitores, respeito ao voto, respeito a democracia, respeito a justiça .... “RESPEITO” .... o que além de ser uma questão cultural e de educação, é uma questão de lei e justiça. Só isso ...... até quando não sei !!!!!!!

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No que concerne a este Site, sobre minha pretensa produção artística em pintura (óleo, acrílico e outras coisas sobre tela), tudo começou quando minha filha Ana Luiza ainda estava no ventre da Dona Amorosa. Procurávamos elementos decorativos para o seu quartinho, e eu especificamente, buscava quadros com cores do panteão nacional, e não encontrando nada que me agradasse ao gosto e/ou ao gostR$, decidi: - Vou fazer eu mesmo! Vou pintar! E fez-se a luz, a terra tremeu, pombos revoavam em torno do prédio, dinossauros saltitavam no Tâmiza, Dali, Daqui e Da Vinci soltaram os grilhões de seus túmulos, quebraram suas lápides enlouquecidos e .............eurekkkkkka!!!!!!!

 

Fui a Casa Cruz (loja tradicional do ramo) e municiei-me de tintas, pinceis, tela de 12x24 e todo material necessário a um principiante. Voltei para casa e registrei meus primeiros rabiscos – óleo sobre tela, abstracionismo absoluto, quase contemporâneo. Lá estava uma obra, minha primeira obra, a qual fiquei dias fitando, tentando identificá-la, dar-lhe nome, vida, significado - afinal eram as cores do panteão nacional sobre tela finalmente. Por dias nem eu, nem Dona Amorosa, nem amigos ou vizinhos conseguiam dar significado aquela quase epopéia, quando como quase que por encanto, numa dessas madrugadas de insônia o arco íris despontou em noite de luar. Vislumbrei na tela uma bunda, sim uma bunda entre-encoberta por um brevíssimo fio dental azul bandeira. O interessante é que era somente uma bunda, ocupando a “enorme” tela (12x24cm), coberta por um biquíni fio dental na cor azul bandeira, com o que todos, a posteriori, concordaram – sim, é claro, a obra sugere uma bunda coberta por um biquíni tipo fio dental, é claro!

 

Em parte descontente com o resultado da obra, da desproporcionalidade entre tamanho de tela e paredes, bem como do tema não ser o mais sugestivo para o quartinho da nasciturna, resolvi aumentar brevemente o tamanho da tela para 90x120cm. Delírio total, puro êxtase, eressão rija, orgasmos múltiplos. Pintei a bandeira do Brasil, estilizada, tremulando, vibrante, obra dignificadora do panteão nacional e do quartinho da Ana Luiza. Babei! Daí em diante, por essas coisas da vida e associadas a nossa historia, integrei a pintura a minha rotina, de forma intensa, intuitiva, entusiasta e prazeirosa, quase que por necessidade vital (intelectual, racional, emocional, espiritual .....)



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após a manifestação das cores nacionais, senti vontade de  retratar as cores da gente brasileira, o branco, o amarelo, o vermelho o negro, sua miscigenação e variações, destacando a beleza dessas combinações. Em seguida tive a necessidade de registro dos representantes dessas raças, principalmente do índio e do negro, sua vida e seus símbolos. Dei cor e forma ao sincretismo religioso brasileiro, seus mistérios, dogmas, oferendas, adereços, anjos, santos e arcanjos. Procurei retratar a confusão  de credos e os grilhões impostos pelas instituições religiosas ortodoxas de quaisquer ordem, e o mau que isto representa para o desenvolvimento, auto-conhecimento, evolução e individuação das pessoas. Daí em diante a mistura disso tudo com o cosmos, numa viagem maravilhosa, tendo a lua como ponto de observação da desorganização e auto-organização do universo. 



Em 2005, fiz um breve intervalo na pintura para me dedicar à escultura, com a construção da minha residência e ateliê. Agora com a escultura/obra quase concluida (obra nunca acaba) retomo a pintura, com site, cartão de visita, ateliê para mostra e comercialização das obras, local adequado para pintar etc. Retomando a pintura ainda de forma intuitiva e experimental, com o "humilde" propósito de fundar o movimento “Simplifissista”, que tem por fundamento a verdade interior, simplicidade e beleza longe do racionalismo ortodoxo, sem cópia, sem retrato, sem compromisso formal com o traço, mas por outro lado exuberante e despreconceituoso em cor (vida), na sua mais nobre manifestação, pujante por si só na cor – muita cor, muita mistura de cores (miscigenação), como vibrantes se não somos, deveríamos ser por  projeto do criador e artista primeiro. Adicionando ainda como fundamento do pretenço novo movimento o purismo interpretativo das emoções mais verdadeiras do ser consciente, inconsciente, espiritual e o que mais a nossa van filosofia antever.

 

                                                                                                                                                                                

Minha formação acadêmica é em Engenharia Eletrônica, diplomado em 1982 na PUC/RS - "estudei muito, mas muito mesmo" !!!!!. Trabalhei em diversas empresas em Porto Alegre como Crefisul, Central de Móveis, JH Santos, Incosul, Adubos Trevo, Polimax ("muita coisa"). E por fim Bancário ou Economiário da Caixa Econômica Federal desde 1981, oscilando meu desenvolvimento profissional nessa secular instituição entre a racionalíssima área de tecnologia, onde quase todos, sabem quase tudo de quase nada e a área de logística, onde todos tem absoluta certeza de saber o que é melhor para os outros – e nas horas vagas, longe da labuta, procuro ser interlocutor “quase” fiel do meu inconsciente e/ou espírito e/ou mente, ansiosos por tornar consciente as minhas/suas/nossas verdades, idéias e ideais, através da arte em geral - pintura, música, poesia, dança, devaneio literário e tudo o que mais vier. Hoje estou aposentado, me dedicando exclusivamente ao coroamento da formação da família, as artes e principalmente ao ócio ..... sim o ócio de Domenico di Mais !!!!

 

Feliz, responsável, honesto e dedicado marido e pai de família, esposo fiel e fidedigno da Dona Aurelina, companheira de fato e de direito, conhecida pelas alcunhas de Aninha, Lina, Aure, Amorosa, Moreco .... mulata maravilhosa, Menina Mineira de Minas Gerais, que me encantou ao primeiro olhar e sorriso exuberantes e cheios de vida. Pai orgulhoso de quatro filhos cheios de saúde física, mental e emocional, todos muito inteligentes e educados ..... a saber .... Ana Luiza (1997), mulherzinha bem feminina, na dela, vaidosa, clássica e tipo cheguei fingindo que não quer ser notada; - do Erê Arcanjo (2001), moleque disciplinado, educado, desportista, espirituoso, brincalhão por um lado e muito serio por outro, olhar diferenciado e parecido com o pai; - da sapeca, moleca, alternativa, elegante e autêntica Danielle (2003), garotinha, carinhosa, brigona, personalidade fortíssima, tipo baixinha invocada; - e por ultimo ou penúltimo, sabe-se lá, da Karina (2005), cara de índia, desportista, parecida com a mãe e personalidade do pai, brinca e sorri muito, como jamais observei em outra criança – sorri muito desde os quatro meses –, tipo brincalhona e debochada, espirituosa.

Entendo e acredito que a livre criação e expressão, exercida de quaisquer formas ou ordens, sem bloqueios influenciados por padrões técnicos, táticos, estéticos, culturais, comerciais, e livre dos grilhões de preconceitos, é tão maravilhoso quanto indispensável para a plenitude do indivíduo.

 

Entendo e acredito ser a criação e expressão artística, dádiva necessária à vida, tenho certeza, e certeza, ao alcance de todos, seja através da arte culinária, da pintura, da escultura, da música, da poesia, do registro despretencioso de verbetes nos guardanapos dos restaurantes da vida, do invento criativo mais significativo para a humanidade, do bordado, da arquitetura de vanguarda, do design inovador, da dança, do devaneio criativo, da criação da nova manobra do sakate, no surf .... etc.

 

Entendo e acredito ser a criação e expressão artística uma viagem cósmica, universalista, em direção ao nosso centro vital, quantum de verdade absoluta de "nossotros", fonte rica e inesgotável de verdade da nossa existência e nosso propósito, ditames norteadores do nosso intra, inter e extra-relacionamento em níveis elevados de inconsciencia na direção e sentido do consciente.

 

Entendo e acredito ser a criação e expressão artística a grata e grata possibilidade de nos descobrirmos e/ou redescobrirmos ... identificando nossos desejos, vontades, valores, defeitos, dons, virtudes, fraquesas, medos, fortalezas ..... entendendo e acreditando ser o atalho para o autoconhecimento - como se fosse o nosso caminho  de Santiago, porém bem mais ao nosso alcance do que  Compostela  propriamente dito. 

 

 

 

 

Passei a brincar com o verde, azul, amarelo e branco de diversas formas, estilizando a bandeira e coisas com motivos nacionalistas, lotando as paredes de casa com o simbolismo abstrato do panteão nacional, criando um certo problema de espaço para as obras. O que fazer com tantos quadros? Rompi algumas barreiras e medos cotidianos, desfiz-me de alguns preconceitos, e fui para o calçadão de Copacabana, na Av Atlântica, onde morava na época, tentar mostrar e porque não vender minhas pinturas aos transeuntes, numa feira de artes que lá se há todos os sábados e domingos a noite que Deus dá (sem chuva nem vento de preferência). Isto revelou-se tão maravilhoso quanto pintar, pois recebi na rua, desprovidos de quaisquer interesses, criticas diversas, aprovação e desaprovação, estimulo e desestimulo, tanto de transeuntes como colegas ambulantes – minhas expectativas foram completamente superadas, e passei a freqüentar regularmente o local e criando um nicho próprio naquele calçadão tão democrático e familiar, quase que como um quintal de casa. Mais maravilhoso ainda foi a possibilidade e efetividade do colóquio sobre a temática de tal e/ou qual quadro, ou seja, meu objetivo estava plenamente atingido, pois a temática era o Brasil,  suas cores, sua raça e seus valores acima de tudo, e tive a oportunidade de levar meu ideário nacionalista (não sectário nem separatista) a outras pessoas que comungavam e outras, principalmente, que não comungavam com esse ideal – o negocio, a venda (aliás muito mau executada por mim) era quase que secundário.

LEMBRA ALGUÉM !!!!

COMO DIRIA DONA ROSA .....

 ........ESSE MENINO................ 

SEMPRE FAZENDO ARTE !!!!

TODO ARTISTA TEM SUA GRANDE OBRA !!!!

O Artista